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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vaticano: A família "é o único lugar apropriado para a procriação"

"Família e procriação humana" é o título do documento divulgado hoje pelo Pontifício Conselho para a Família, com 57 páginas e cin co capítulos, que aprofundam vários temas "para abrir as portas à pesquisa futura sobre questões atualmente objeto de debate". No documento lembra-se, por exemplo, que "a família é o único lugar apropriado para a procriação". A introdução reapresenta as palavras de João Paulo II em Puebla (México) em 1979, quando lembrava que "a família é co-natural ao homem e foi instituída por Deus. Porém, o homem tornou-se um enigma para si mesmo e vive a crise mais aguda de toda a história em sua dimensão familiar: a família é objeto de ataques jamais vistos no passado; os novos modelos de união a destroem; as técnicas de procriação deixam totalmente fora o amor humano; as políticas de controle da natalidade trazem o atual 'inverso demográfico'". A procriação, sublinha mais adiante o documento, "que é o meio de transmissão da vida através da união amorosa do homem e da mulher, dever ser humana", isto é "fruto dos atos do homem". "O ato de união do homem e da mulher - afirma o documento - não pode ser separado de sua dimensão co-natural, que é a procriação, e torna possível a paternidade e a maternidade responsável. A moral conjugal apóia-se unicamente sobre este alicerce". "Nunca como agora - lê-se -, a instituição natural do matrimônio e da família é vítima de ataques tão violentos. Está sendo levada adiante uma mudança do modelo de família e de cônjuges" e, "olhando os meios aos quais se recorre para evitar ter filhos, meios que incluem não só a contracepção, mas também o aborto, aparece claro o afastamento de toda referência a Deus na visão predominante sobre a procriação responsável". No documento fala-se também da "manifestação da apologia da família do mesmo gênero, forjada, homossexual, lésbica. Casais formados por homossexuais querem os mesmos direitos reservados a marido e esposa, reclamam até o direito de adoção. Mulheres que vivem numa união lésbica exigem análogos direitos, querendo leis que lhes dêem acesso à fecundação heteróloga ou à implanta ção embrional". No capítulo dedicado à "paternidade e maternidade responsáveis" o documento reapresenta a doutrina da "Humane vitae" sobre a contracepção, isto é exclui "todo meio contraceptivo" e pede que seja respeitada "a união entre ato sexual e procriação em toda união conjugal", apontando como legítima a única "continência periódica", isto é "o ato sexual nos períodos não férteis". "O homem é um ser familiar - afirma o documento - e por isso é um ser social, político, econômico, cultural, jurídico e religioso. A família que interessa todos estes aspectos essenciais necessita de serviços, ajuda, proteção e constante promoção".

Fonte: SIR

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